Nos últimos anos, o crescimento do turismo vem resultando em uma maior participação do setor na economia brasileira. Segundo dados do Ipea, esse é o ramo que mais cresce entre os de prestação de serviços. Uma pesquisa identificou que, de 2002 a 2006, o aumento de 235 mil ocupações significou um acréscimo de 14,4% nos empregos criados pelo segmento. Esse índice acompanhou o desempenho da economia, que teve, no mesmo período, crescimento de 14%. Atualmente, a atividade é responsável por 2,9% do total de empregos no País.
Na evolução das estatísticas, cresce também a procura pelo turismo ecológico. A moda conquistou até mesmo casais em lua-de-mel, que, em vez de optarem por tradicionais viagens a destinos românticos e sossegados, estão dando lugar a roteiros que privilegiem, além do contato intenso com a Natureza, atitudes ambientalmente responsáveis.
De olho nessa tendência, o baiano Tivoli Ecoresort Praia do Forte oferece não só o que há de mais luxuoso no ecoturismo brasileiro, como também adota programas sociais e ambientais que inspiram todas as suas atividades.
Construído em apenas 20% dos 250 mil metros quadrados de área, para preservar a vegetação típica, o resort baseia-se no conceito de ecoeficiência. Assim, foram elaboradas técnicas de gerenciamento sustentáveis que possibilitam aproveitamento dos recursos naturais e menor interferência no ambiente. Também é feita coleta seletiva, na qual parte do lixo é reciclada e os resíduos sólidos têm um destino ecologicamente correto.
Os hóspedes também contribuem com o consumo sustentável dos recursos naturais: toalhas e lençóis são trocados somente quando solicitado, evitando a reposição diária de enxoval – atitude que ajuda a economizar água. Ainda entre os procedimentos responsáveis do hotel, estão o envio do óleo utilizado nas cozinhas para uma usina de produção de biocombustível, o reaproveitamento de podas das árvores e a estação de tratamento de água.
A Fundação Garcia D’Ávila, da qual o EcoResort Praia do Forte é um dos mantenedores, foi criada para administrar os projetos comunitários e o desenvolvimento urbanístico da região, sem prejuízo aos recursos naturais. Ao orientar os nativos de que cortar lenha e comer ovos de tartaruga causam danos ao meio ambiente, a Praia do Forte tornou-se uma das reservas mais bem preservadas do Brasil. Destacam-se, ainda, o Programa de Educação Supletiva (Proes) e o Projeto Semente, voltados para a educação de jovens e adultos e de crianças da Vila de Pescadores.
Mas não são somente as hospedarias ecoturísticas que estão atentas às questões de sustentabilidade. A marca Accor, composta, principalmente, por hotéis urbanos, também adotou a política de desenvolvimento sustentável em diversas de suas redes. Sob o lema As Guests of the Earth, We Welcome the World, a rede lançou, em 2006, o programa mundial Earth Guest, que mobiliza e estimula colaboradores a desenvolver ações e programas relacionados aos eixos de ecologia e ação social (ECO e EGO).
A Carta Ambiental dos Hotéis Accor, considerada um dos pilares do programa, apresenta 65 ações relacionadas aos temas Informação e Sensibilização, Energia, Água, Águas Residuais, Resíduos, Camada de Ozônio, Biodiversidade, Compras Ecológicas e Certificação. Essas diretrizes visam reduzir os impactos ambientais da operação hoteleira, por meio de políticas de proteção ao meio ambiente. Em 2007, as unidades da América do Sul, por exemplo, promoveram a reciclagem de 507,5 toneladas de lixo – o dobro do que se reciclou em 2006 – e economizaram 944.748 KWh.
A Íbis, uma das bandeiras da Accor, é a primeira rede de hotéis a conquistar certificação ambiental no Brasil. Para obter o selo ISO 14001, que diz respeito ao controle do impacto ambiental das atividades de hotelaria e alimentação, adota práticas para assegurar o cumprimento das normas exigidas pela certificação, verificar a eficácia e excelência dos serviços oferecidos e reduzir o consumo de água e energia – como a implantação da coleta seletiva.
Além disso, são realizadas inspeções diárias nos apartamentos e a auditoria “cliente mistério”, para verificar mais de 600 itens de instalações, serviços e padrões de atendimento em sintonia com a questão ambiental.
Companhias áreas embarcam na tendência
As companhias aéreas, um dos elos da indústria do turismo, aderiram à moda sustentável. A TAM Linhas Aéreas desenvolve diversas ações voltadas ao meio ambiente e à dimensão social. Desde 2005, a empresa apóia o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no projeto de repatriação da fauna silvestre, com o transporte de animais silvestres aos seus respectivos hábitats.
A TAM também apóia a organização SOS Mata Atlântica no Programa Florestas do Futuro, que reúne sociedade civil organizada, iniciativa privada, proprietários de terras e poder público no projeto de reflorestamento, feito com espécies nativas em áreas de matas ciliares. O seqüestro de carbono, a manutenção da biodiversidade na Mata Atlântica e a preservação de recursos hídricos são algumas das ações desenvolvidas.
No Centro Tecnológico de São Carlos (SP), a empresa realiza reaproveitamento de resíduos, tratamento de efluentes, plantio em áreas de reserva legal e manutenção de viveiro. Atualmente, todos os processos de licenciamento e monitoramentos ambientais para a renovação de licenças de operação da TAM buscam se adequar às boas práticas de preservação do meio ambiente.
A companhia também se tornou a primeira da América do Sul a integrar a lista de empresas do Pacto Global, que reúne dez princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, e Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção.
No âmbito social, a empresa desenvolve, desde 2005, o Programa nas Asas da Educação – projeto Jovem Aprendiz. Criado em cumprimento à Lei nº 10.097/00, que estabelece uma cota obrigatória de participação das empresas no processo de profissionalização de adolescentes, o objetivo é preparar jovens para o exercício profissional. Para isso oferece capacitação, garantindo inclusão social ao criar condições de empregabilidade.
No programa Nas Asas da Inclusão, desenvolvido pela TAM em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) desde 2007, as iniciativas abordam a inclusão de jovens e pessoas com deficiência no mercado de trabalho.