O projeto foi apresentado à comunidade, a fim de neutralizar reações negativas quanto à dragagem. Foram reunidas cerca de 400 pessoas e apresentou-se o projeto, mas a falta de informações prejudicou a apresentação. “Eles perguntaram, por exemplo, qual seria a velocidade da barcaça e nós não sabíamos, aí alguém falou 48 nós, que é uma coisa absurda, quatro vezes a velocidade real, e as pessoas que estavam assistindo ficaram impressionadas”, conta Oliveira.
A viabilização das operações exigia a construção, além das instalações do porto no Rio Caravelas, de um novo canal de acesso do rio ao mar, com 3,8 km de comprimento, 90 m de largura e 5 m de profundidade. Duas dragas retirariam um volume de 880.000 m3 de sedimentos do fundo do mar. Essa obra, projetada pelo Danish Hydraulic Institute (DHI), um dos três principais centros de estudos de hidráulica do mundo, seria necessária porque o acesso existente só poderia ser utilizado pelas barcaças durante a maré alta.
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