Resta, após a separação das fibras celulósicas, um material composto de plástico/alumínio. Esse material pode ser encaminhado a fábricas de processamento de plásticos, sendo reciclado em processos de secagem, trituração, extrusão e injeção.
São formados pellets de polietileno e alumínio, material que poderá ser usado para produzir peças plásticas para diversas aplicações, pois esses pellets são moldáveis como um composto plástico normal.
O plástico e alumínio podem ainda ser triturados e prensados a quente, transformando-se em uma chapa semelhante ao compensado de madeira que pode ser usada na fabricação de divisórias, móveis, pequenas peças decorativas e telhas. Esses materiais têm grande aplicação na indústria de construção civil.
A Eco Futuro é uma das beneficiadas fabricantes, recebendo 40 toneladas/mês da amálgama de polietileno e alumínio para produzir 2.000 telhas/mês. O investimento inicial, feito em dezembro de 2002, foi de R$ 300 mil.
No caso das telhas, a produção é bem artesanal. O produtor espalha as folhas de amálgama (polietileno e alumínio) ao sol, para secagem. Após esse processo, essas folhas são ajuntadas e prensadas a quente, em um forno, sendo transformadas em chapas, posteriormente moldadas como as telhas de amianto existentes no mercado.
A amálgama de polietileno e alumínio é mais leve que o amianto [caixa 11] – 13 kg X 33 kg – e 5% mais barata. Não suga água da chuva, reflete a luz do sol, absorvendo menos calor e é mais resistente que aquelas de amiando, dada a sua relativa flexibilidade.
O problema é que, devido à produção praticamente artesanal, Sérgio Luiz Mirocchi, diretor-presidente da empresa, afirma não poder nem mesmo anunciar seu produto, uma vez que a produção já apresenta uma fila de espera de três meses. A produção está sendo ampliada, devendo ser duplicada até o final de 2008.
1500 embalagens Tetra Pak (1L) = 1 telha/placa
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